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Entre os dias 26 e 28 de janeiro de 2026, o Brazil Flying Labs participou do Global Flying Labs Retreat, realizado presencialmente em Pune, na Índia. O encontro reuniu 38 participantes presenciais e 12 participantes virtuais, representando 26 países, em um momento particularmente simbólico para a rede: a celebração de 10 anos da WeRobotics e 8 anos da Flying Labs Network.
O retreat foi concebido como um espaço de pausa estratégica, reflexão coletiva e construção de futuro. Ao longo de três dias intensos, os participantes revisitaram a trajetória da rede, analisaram aprendizados acumulados e, sobretudo, cocriaram caminhos para os próximos 3 a 5 anos, a partir da apresentação da nova estratégia institucional da WeRobotics.
Representação do Brazil Flying Labs e protagonismo técnico
O Brazil Flying Labs foi representado por Juliana Berbert, que participou ativamente das sessões estratégicas, técnicas e de intercâmbio cultural. Durante o retreat, Juliana apresentou o trabalho desenvolvido pelo BFL na área de avaliação de incêndios florestais (wildfire assessment), com foco no uso integrado de imagens de satélite, análise de dados e apoio à tomada de decisão em contextos de risco ambiental.
A apresentação despertou forte interesse entre os participantes e resultou em um avanço concreto: a articulação de um grupo inicial com cinco outros Flying Labs, que se comprometeram a iniciar conjuntamente a fase de testes e validação da solução, em diferentes contextos territoriais. Esse desdobramento reforça o papel do Brazil Flying Labs como um polo de inovação aplicada, capaz de transformar conhecimento técnico em colaboração internacional e impacto real.
Troca de conhecimento, rede e cultura
Além das sessões estratégicas, o retreat foi marcado por momentos de compartilhamento de soluções reais, nos quais os Flying Labs apresentaram projetos em andamento, desafios enfrentados e abordagens locais para problemas globais. As sessões de networking foram pautadas por conversas francas, escuta ativa e fortalecimento de vínculos entre regiões.
O intercâmbio cultural também ocupou um lugar central na experiência. Os participantes tiveram a oportunidade de aprender danças tradicionais indianas, experimentar a culinária local e compartilhar expressões culturais de diferentes partes do mundo, fortalecendo o senso de pertencimento e diversidade da rede.
Como parte da programação, o grupo realizou ainda uma visita às Karla Buddhist Caves, um complexo monástico com mais de 2.000 anos de história, proporcionando um momento de conexão profunda com o patrimônio histórico e espiritual da região.
Uma rede verdadeiramente global
O retreat contou com a participação presencial de Flying Labs de Bolívia, Butão, Brasil, Burkina Faso, Camarões, Jamaica, Índia, Malásia, México, Marrocos, Moçambique, Nepal, Panamá, Filipinas, Senegal e Zâmbia, além da participação virtual de Bangladesh, Japão, Quênia, Namíbia, África do Sul, Togo, Uganda e Zimbábue. Essa diversidade geográfica reforçou o caráter global da rede e a potência da colaboração distribuída.
O evento foi generosamente sediado no campus do India Flying Labs, no ISDS MKSSS Campus, cuja hospitalidade foi essencial para o sucesso do encontro.
Olhando para o futuro
A participação do Brazil Flying Labs no Global Flying Labs Retreat 2026 reafirma o compromisso do laboratório com inovação responsável, cooperação internacional e soluções tecnológicas orientadas ao impacto socioambiental. O avanço da iniciativa de wildfire assessment para uma fase colaborativa de testes e validação internacional é um exemplo concreto de como a rede Flying Labs transforma encontros estratégicos em ações coordenadas e resultados tangíveis.
Mais do que um encontro, o retreat foi um marco coletivo, um espaço onde passado, presente e futuro se encontraram para fortalecer uma rede que segue crescendo, aprendendo e inovando, com os pés no território e o olhar no mundo.

















