No dia 04 de outubro foi realizada um evento em parceria entre a Brazil Flying Labs, o projeto Coletivo Min@ e o IEEE AESS UFABC integrando as atividades do curso de Programação em Python “Barbara Liskov” voltado exclusivamente para mulheres.
A atividade contou com a colaboração de estudantes da UFABC, membros do IEEE AESS e voluntários da Brazil Flying Labs: Pedro Campos, Mateus Correia, Eduardo Tiberio, Ana Elisa e Caio Zanoncello.
O encontro teve como objetivo aproximar as participantes do curso ao universo dos drones e suas aplicações práticas, explorando desde conceitos introdutórios até demonstrações de voo autônomos.
Foram apresentados os principais usos dos drones, como filmagem, transporte e mapeamento territorial, além da diferenciação entre modelos de asa fixa, rotativa e híbridos. Também foram detalhados os componentes fundamentais de um drone, incluindo motores, hélices, bateria, sensores e câmera, bem como a dinâmica de voo que possibilita sua movimentação e estabilidade no ar.
Na parte prática, houve a demonstração de programação em Python utilizando a biblioteca djitellopy, aplicada aos drones Tello. O código apresentado permitiu decolagens, deslocamentos, rotações e manobras condicionadas à altura do voo, evidenciando as possibilidades de automação.
As alunas também participaram de uma dinâmica em grupo, pilotando drones Tello com controle remoto, além de acompanharem um voo autônomo realizado com um drone desenvolvido pelo projeto Taphros Drone Systems, controlado pelo software QGroundControl.
A iniciativa destacou a relevância de unir projetos tecnológicos na promoção da inclusão feminina e na disseminação de conhecimentos práticos sobre programação e sistemas aéreos não tripulados.
No último dia 27 de setembro de 2025, foi realizada a emocionante cerimônia de formatura da 5ª edição do curso “Python com Drones”, promovido pela Brazil Flying Labs, em parceria com a Prefeitura de Jundiaí, Prefeitura de Cajamar e a empresa Iron Mountain. O curso gratuito, voltado a jovens em situação de vulnerabilidade social, uniu tecnologia, inclusão e futuro em um só projeto.
Durante 11 encontros semanais, 18 alunos — 9 de Jundiaí e 9 de Cajamar — mergulharam no universo da programação em Python aplicada ao controle de drones, com foco em práticas reais e desafios de inovação. Na formatura, os participantes apresentaram seus projetos finais, com missões de voo automatizadas, demonstrando domínio da linguagem e criatividade nas soluções propostas.
Destaques desta edição:
Primeira turma com maioria feminina, fruto da parceria com o projeto EducaMin@ UFABC, que promove a equidade de gênero na tecnologia.
Participação de jovens selecionados pela UGADS (Jundiaí) e CREAS (Cajamar), garantindo acesso a quem mais precisa.
Infraestrutura completa disponibilizada pela EGP Jundiaí, incluindo salas, internet e apoio logístico.
Materiais, equipamentos e instrutores fornecidos pela Brazil Flying Labs e Iron Mountain — que também premiou os dois alunos com melhor desempenho com notebooks novos.
Presença inspiradora de Wellington Frankin, ex-aluno da primeira edição, agora atuando como desenvolvedor na Iron Mountain e monitor no curso.
O curso faz parte do programa global Moving Mountains, da Iron Mountain, que apoia iniciativas educacionais em todo o mundo, e reforça o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, promovendo educação de qualidade, redução das desigualdades e inclusão digital.
A cerimônia de encerramento foi mais do que uma simples entrega de certificados: foi a celebração de um futuro que começa agora — com jovens mais confiantes, capacitados e conectados às oportunidades da era digital.
Parabéns a todos os formandos! O céu não é o limite quando se tem conhecimento, colaboração e propósito.
No dia 2 de setembro de 2025, a Escola de Gestão Pública (EGP) de Jundiaí sediou a assinatura do termo de cooperação técnica que oficializa a realização do curso “Programação em Python com Drones”, iniciativa que tem como objetivo ampliar as oportunidades de adolescentes em situação de vulnerabilidade social por meio da tecnologia.
O acordo reúne diferentes instituições — a Brazil Flying Labs, a EGP Jundiaí, a Iron Mountain Brasil, a Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de Jundiaí e o CREAS de Cajamar — em um esforço conjunto para promover inclusão social, estimular o protagonismo juvenil e despertar o interesse de jovens por carreiras na área de ciência e tecnologia.
A cerimônia contou com a presença do diretor-presidente da EGP, Silas Feitosa; da secretária de Assistência e Desenvolvimento Social de Jundiaí, Luciane Mosca; do diretor de Engenharia da Iron Mountain, Diretor de Engenharia da Brazil Flying Labs e instrutor do curso, Marcelo Camargo; da diretora do CREAS Cajamar, Rosângela da Silva Pastura; além dos diretores da EGP, Elvis Brassaroto Aleixo e Karina Neves Bizzaro.
Faltando apenas dois encontros para a conclusão das atividades, os alunos já se preparam para a formatura em 27 de setembro, quando irão apresentar os trabalhos desenvolvidos e celebrar a conquista.
Segundo Silas Feitosa, a assinatura marca um momento estratégico para a cidade:
“Mais do que um curso em andamento, este projeto representa a união de esforços entre poder público, iniciativa privada e organizações sociais para transformar realidades e oferecer novas perspectivas de futuro para esses jovens.”
Cooperação para gerar impacto
A Brazil Flying Labs tem como missão promover o uso ético e inclusivo da robótica aérea para gerar impacto social, e a parceria com a EGP Jundiaí reforça esse compromisso. Este acordo mostra que quando diferentes setores se unem — governo, empresas e organizações da sociedade civil — é possível criar oportunidades concretas para que jovens em situação de vulnerabilidade tenham acesso a inovação, ciência e futuro.
A Brazil Flying Labs tem a alegria de anunciar a doação de 34 laptops pela Lenovo, um gesto que fortalece ainda mais nossa missão de democratizar o acesso à tecnologia e à inovação em comunidades locais.
Esses equipamentos chegam em um momento estratégico: estamos ampliando o alcance do curso “Programação em Python com Drones”, já realizado em parceria com prefeituras e instituições locais nas cidades de Jundiaí e Cajamar (SP). O curso combina teoria e prática para introduzir jovens e adultos ao universo da programação e da robótica aplicada a drones — tecnologias que estão moldando o futuro da educação, do trabalho e da inovação social.
Com os laptops doados, poderemos:
Expandir a oferta de turmas já existentes, aumentando o número de beneficiários;
Levar o curso para novas cidades, ampliando o impacto positivo em outras regiões;
Garantir infraestrutura de qualidade, fundamental para que os participantes tenham uma experiência completa de aprendizagem.
A Lenovo tem histórico global de compromisso com a educação e a inclusão digital. Essa parceria reforça como empresas podem exercer um papel transformador ao investir em iniciativas de impacto social, abrindo caminhos para que mais pessoas tenham acesso às ferramentas do futuro.
Para a Brazil Flying Labs, cada laptop representa não apenas um recurso tecnológico, mas também uma semente de oportunidade que pode transformar trajetórias individuais e coletivas.
Agradecemos profundamente à Lenovo pela confiança e pelo apoio. Essa doação nos inspira a seguir em frente, com ainda mais energia, na missão de formar novas gerações capazes de utilizar a tecnologia de forma criativa, crítica e responsável para resolver desafios locais e globais.
Entre os dias 27 e 31 de agosto de 2025, a Brazil Flying Labs, em parceria com Lenovo, GeoLAB, Tech To The Rescue, UFABC, Pix4D e DroneAI, realizou em São Bernardo do Campo o curso MapeiaLAB: Tecnologias de Software para Mapeamento, Geoprocessamento e Inteligência Artificial Aplicada.
A iniciativa reuniu profissionais, pesquisadores e estudantes interessados em dominar ferramentas modernas de geotecnologia, sensoriamento remoto e análise de dados espaciais, em um ambiente de aprendizado intensivo e colaborativo.
Parte de um projeto maior de Fire Assessment
O MapeiaLAB integra um projeto mais amplo de avaliação de incêndios (Fire Assessment) nas florestas do Estado de São Paulo, desenvolvido pela Brazil Flying Labs e parceiros.
Esse esforço busca não apenas gerar dados e soluções tecnológicas para prevenção, monitoramento e resposta a incêndios florestais, mas também promover o conhecimento para a sociedade em geral, a comunidade acadêmica e entidades públicas.
Ao disseminar o uso de ferramentas modernas da área de GIS (Geographic Information Systems), o projeto contribui para fortalecer capacidades locais e ampliar a adoção de metodologias inovadoras no enfrentamento de desafios ambientais críticos.
Um mergulho em tecnologias de ponta
Com carga horária de 35 horas presenciais, o curso foi estruturado para oferecer uma experiência prática e imersiva. Os participantes tiveram contato com softwares de referência no setor, como QGIS e PIX4Dmatic, além de explorar fluxos de automação em Python com aplicações em inteligência artificial.
Entre os principais temas abordados, destacam-se:
Geoprocessamento com QGIS – manipulação, visualização e análise de dados espaciais.
Sensoriamento remoto e drones – processamento de imagens aéreas e levantamentos topográficos.
Modelos de regressão espacial – técnicas de autocorrelação e análise estatística aplicada a dados geográficos.
Métricas de paisagem e ecologia espacial – análise de conectividade, fragmentação e padrões ambientais.
Python e IA aplicada ao geoprocessamento – desenvolvimento de scripts e automação de análises.
Instrutores de excelência
O curso contou com especialistas de sólida formação acadêmica e experiência prática no setor:
Roberto Ilacqua – Doutorando em Ciências da Saúde pelo FMABC, pesquisador em desmatamento e impactos epidemiológicos, com ampla experiência em imagens de drone e satélite aplicadas à saúde ambiental.
Reginaldo Cardoso – Doutor em Engenharia Mecânica pela USP e pós-doutorando na UFABC, com foco em navegação de drones por visão computacional e controle de sistemas não lineares.
A diversidade de perfis dos instrutores trouxe uma visão interdisciplinar, aproximando ciência, tecnologia e aplicações reais em meio ambiente, urbanismo e saúde.
Metodologias ativas e troca de experiências
Mais do que aulas expositivas, o curso foi desenvolvido com base em metodologias ativas, estimulando os participantes a resolver problemas reais e aplicar imediatamente os conhecimentos adquiridos.
Além disso, o espaço proporcionou uma rede de conexões valiosa, unindo profissionais de diferentes setores – desde a academia até empresas e órgãos públicos – interessados em inovação com impacto social e ambiental.
Reconhecimento e certificação
Ao final do curso, os participantes receberam certificado emitido pela UFABC, reforçando o caráter acadêmico e a credibilidade da formação. Essa certificação é um diferencial para quem busca destaque em áreas que envolvem geotecnologias, planejamento territorial, agricultura de precisão, monitoramento ambiental e gestão urbana.
Parceiros e impacto
O curso foi viabilizado graças à parceria entre Brazil Flying Labs, Lenovo, GeoLAB, Tech To The Rescue, UFABC, Pix4D e DroneAI. Essas instituições e empresas acreditam no potencial transformador da ciência e da tecnologia e foram fundamentais para levar o MapeiaLAB à UFABC.
O impacto vai além do treinamento: ele se conecta a projetos estratégicos que unem tecnologia, sustentabilidade e políticas públicas, criando um ciclo virtuoso de inovação em benefício da sociedade e do meio ambiente.
Próximos passos
A Brazil Flying Labs segue comprometida em oferecer formações que unem inovação tecnológica, impacto social e aplicabilidade prática. Novas edições do MapeiaLAB e outros cursos estão sendo planejados, sempre com foco em fortalecer a comunidade de profissionais e pesquisadores que atuam com drones, dados espaciais e inteligência artificial.
👉 Para acompanhar futuras oportunidades, siga a Brazil Flying Labs em nossos canais oficiais e participe dessa rede que conecta tecnologia, ciência e impacto social.
No último sábado, a Escola de Administração Pública Municipal (Esap), no Adamastor, foi palco de um momento inesquecível: a cerimônia de formatura da primeira turma do curso Python com Drones em Guarulhos. O evento reuniu estudantes, familiares, professores, representantes da Prefeitura de Guarulhos e todas as entidades parceiras que tornaram este projeto possível, celebrando juntos a conquista desses jovens que concluíram a jornada de três meses de aprendizado em programação e tecnologias para drones.
Estiveram presentes autoridades municipais e representantes das Secretarias de Gestão, Desenvolvimento e Assistência Social, da Subsecretaria da Juventude e da Brazil Flying Labs, que, em conjunto, idealizaram e conduziram esta iniciativa pioneira.
Para a Brazil Flying Labs, foi uma honra imensa participar desta parceria com a Prefeitura de Guarulhos e contribuir para que jovens da rede pública tenham acesso a uma educação inovadora, conectada às demandas tecnológicas do futuro. Mais do que aprender Python e explorar o universo dos drones, esses estudantes vivenciaram oportunidades que podem abrir novos caminhos acadêmicos e profissionais.
O evento foi marcado por emoção, reconhecimento e pela certeza de que este é apenas o começo de uma transformação maior. Estamos orgulhosos por cada aluno que concluiu esta etapa e ansiosos para os próximos passos, com novas turmas e ainda mais oportunidades para os jovens de Guarulhos.
Hoje foi um dia de inspiração, conexões e novas possibilidades para os alunos do curso Python com Drones, promovido pela Brazil Flying Labs. Estudantes de Jundiaí, Cajamar e Guarulhos participaram de uma visita técnica à UFABC, explorando de perto os caminhos que a ciência, a tecnologia e o ensino superior podem oferecer.
A atividade foi conduzida pelo professor Diego Ferruzzo, da área aeroespacial da UFABC, que atua com foco em tecnologias de controle de voo e drones — criando uma conexão direta com os aprendizados do curso e ampliando a visão dos alunos sobre o potencial dessas tecnologias em aplicações reais e acadêmicas.
Na programação, os destaques incluíram:
Visita ao Laboratório de Dinâmica de Gases e Combustão
Tour pelo Laboratório de Manufatura
Encontro com a Entidade Estudantil Harpia – projetos com drones
Demonstração de drones
Palestra sobre os cursos da UFABC e formas de ingresso
Como parte da experiência, os alunos também receberam livros científicos, ampliando ainda mais o alcance da visita. Esses materiais servirão como ferramentas de estudo e inspiração, permitindo que eles aprofundem os conceitos discutidos e explorem novas ideias, fortalecendo o vínculo entre o que aprenderam no curso e as possibilidades que a ciência oferece.
Além da estrutura e dos conteúdos técnicos, a visita teve como missão central mostrar aos jovens que a universidade pública é uma porta de entrada real e gratuita para o futuro, onde conhecimento e oportunidade caminham juntos. Queremos que cada aluno se veja nesse espaço, como parte da próxima geração de inovadores, engenheiros e cientistas.
Um agradecimento especial aos estudantes da Brazil Flying Labs UFABC, entidade estudantil que contribuiu com entusiasmo e dedicação na organização da visita, além de todos os demais alunos e colaboradores que tornaram esse dia possível. Vocês foram essenciais!
Entre os dias 15 e 17 de julho de 2025, a cidade de Piracicaba (SP) sediou um evento técnico voltado à capacitação no uso do drone WingtraOne Gen II, promovido pela AgroData. Com atividades realizadas no Auditório do Sicoob Cocre e na sede da EsalqTec / John Deere, o evento reuniu profissionais de empresas, universidades e instituições públicas para explorar as aplicações práticas e os avanços da tecnologia VTOL (Vertical Take-Off and Landing) no mapeamento aéreo de precisão.
A Brazil Flying Labs esteve presente com a participação de Marcelo Camargo, Diretor de Engenharia da rede, e Juliana Bebert, Especialista em Educação STEM e professora da UFABC. A presença da equipe reforça o compromisso da rede com o uso ético e estratégico de tecnologias emergentes, especialmente drones, para gerar impacto positivo na sociedade por meio da educação, capacitação e desenvolvimento local.
Por que a Brazil Flying Labs foi convidada?
A Brazil Flying Labs tem se destacado nacional e internacionalmente por integrar drones e inteligência artificial em projetos com foco social, ambiental e educacional. A participação no evento teve como objetivos:
Avaliar a aplicabilidade do WingtraOne Gen II em projetos de mapeamento ambiental, urbano e agrícola, com foco em eficiência e precisão.
Incorporar essa tecnologia a programas educacionais voltados à formação técnica de jovens e à capacitação de profissionais em comunidades com menor acesso a recursos tecnológicos.
Estabelecer conexões estratégicas com empresas e órgãos públicos que compartilham a visão de tecnologia a serviço do bem comum.
Contribuir com experiências reais em campo sobre o uso de drones em diferentes regiões do Brasil.
Promover a diversidade e inclusão no acesso a tecnologias emergentes, ampliando oportunidades para grupos historicamente sub-representados.
AgroData: soluções tecnológicas para grandes desafios
Fundada por Gustavo Fedrizzi da Silva, a AgroData é representante oficial da Wingtra, empresa suíça referência em drones VTOL, e atua como destaque nacional em soluções geotecnológicas de alta precisão. Com presença em todo o território brasileiro, atende grandes mineradoras, empresas de infraestrutura e energia, além de instituições públicas e órgãos de governo que buscam eficiência e inovação em mapeamentos técnicos.
A empresa oferece consultorias técnicas, capacitações presenciais e soluções completas em drones, sensores GNSS e softwares de processamento. Sua atuação com o WingtraOne Gen II é um exemplo claro de como a tecnologia de ponta pode ser aplicada com excelência em campo, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade dos dados obtidos.
O evento: três dias de conteúdo técnico e prática em campo
O cronograma foi dividido em três dias com foco progressivo:
📍 15 de julho – Auditório Sicoob Cocre
O primeiro dia foi dedicado à teoria: apresentação da empresa organizadora, introdução ao portfólio Wingtra e seus softwares, além de orientações sobre regulamentação de voos (SARPAS) e boas práticas operacionais com o WingtraOne Gen II.
📍 16 de julho – EsalqTec / John Deere
No segundo dia, os participantes acompanharam uma demonstração de voo do drone e realizaram práticas orientadas com o equipamento. Também participaram do carregamento das baterias, montagem e execução dos planos de voo junto à equipe técnica da AgroData e do Time AGRODATA.
📍 17 de julho – Auditório Sicoob Cocre
Encerrando o evento, o último dia focou em análise e processamento de dados, com destaque para o uso do software Lidar360, interpretação dos dados gerados, análise de legislações, e discussão sobre parcerias e oportunidades de aplicação.
Os diferenciais do WingtraOne Gen II
Decolagem e pouso vertical (VTOL): possibilita operação em locais com espaço limitado ou terrenos acidentados.
Precisão de até 8 milímetros com tecnologia GNSS PPK, sem necessidade de pontos de controle (GCPs).
Autonomia de até 59 minutos, com capacidade para mapear até 460 hectares por voo.
Sensores avançados: RGB de 61 MP, sensores multiespectrais MicaSense e LiDAR com 330 pts/m².
Resistência ao vento de até 12 m/s, garantindo estabilidade e confiabilidade mesmo em condições adversas.
Integração completa com fluxos GIS e CAD, via ecossistema WingtraCloud, otimizando do planejamento ao processamento.
Interface intuitiva e fácil de operar, com planejamento de voo em poucos cliques e curva de aprendizado rápida.
Tecnologia a serviço do impacto positivo
Para a Brazil Flying Labs, participar de eventos como este reforça sua missão de promover o uso ético, acessível e responsável da tecnologia para resolver desafios sociais e ambientais. Ao conectar conhecimento técnico com ação territorial, a rede contribui diretamente para o fortalecimento de capacidades locais, o desenvolvimento de competências digitais e a criação de oportunidades em comunidades historicamente excluídas da inovação.
No dia 10/07/2025, o jornal da cidade de Guarulhos trouxe uma notícia empolgante que destaca o trabalho da Brazil Flying Labs: a Prefeitura de Guarulhos, em parceria com as Secretarias de Gestão, Desenvolvimento e Assistência Social, a subsecretaria da Juventude e a Brazil Flying Labs, promoveu a primeira edição de um curso gratuito de Python com Drones para estudantes do ensino médio de escolas públicas. Desde maio, esses jovens têm se dedicado a uma jornada inovadora na Escola de Administração Pública Municipal (Esap), no Adamastor, com aulas ministradas por professores da Brazil Flying Labs e alunos da Universidade Federal do ABC (UFABC), onde a Brazil Flying Labs foi estabelecida e é coordenada.
O curso, que se estende por três meses, foca no aprendizado da linguagem Python para programar drones, incluindo conceitos introdutórios e a programação de voos autônomos com uso de sensores para coleta de dados, demonstrando aplicações tecnológicas práticas. Com o objetivo de estimular o interesse por ciência e inovação, promover o trabalho em equipe e reduzir desigualdades de acesso à educação tecnológica, a iniciativa também cria pontes para o mercado de trabalho, oferecendo certificados de conclusão e abrindo portas para novas oportunidades.
Este projeto-piloto, inédito em Guarulhos, reflete o compromisso da Brazil Flying Labs e seus parceiros com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente educação de qualidade, inclusão digital e redução de desigualdades.
Estamos orgulhosos de fazer parte dessa transformação e ansiosos para ver os próximos passos, com novas turmas planejadas para os semestres vindouros.
Saiba mais sobre essa iniciativa acessando os artigos que saíram nos jornais de Guarulhos:
A ANAC está prestes a implementar uma transformação significativa na regulamentação da aviação não tripulada. O RBAC nº 100, atualmente em consulta pública, propõe substituir o RBAC-E nº 94, que está em vigor desde 2017. Essa mudança reflete a maturidade crescente do setor de drones no Brasil e busca acompanhar os avanços tecnológicos, operacionais e regulatórios dos últimos anos.
Por que mudar?
O RBAC-E nº 94 nasceu como um regulamento temporário, pensado para um setor ainda em desenvolvimento. Com o crescimento da indústria de drones — especialmente em aplicações como mapeamento, entregas, segurança e agricultura — tornou-se necessário um regulamento mais robusto, permanente e adaptado à diversidade de operações.
O que muda na prática?
1. De “classe” para categoria operacional
O novo regulamento deixa de focar exclusivamente no peso da aeronave e passa a classificar as operações com base no nível de risco, dividindo-as em três categorias:
Aberta: para operações de menor risco, com drones de até 25 kg, voando até 120 metros do solo, com visada direta ou com observadores, em áreas afastadas de pessoas.
Específica: para operações com risco intermediário, que exigem uma avaliação de risco operacional, podendo incluir voos além da linha de visada (BVLOS).
Certificada: para atividades de alto risco, como transporte de cargas perigosas ou operações que não podem ser mitigadas apenas com análise de risco. Essas operações exigem certificação formal do drone e do operador.
2. Conceitos novos que você precisa conhecer
O RBAC nº 100 traz definições importantes para aumentar a clareza e facilitar a regulamentação:
COE (Cadastro de Operador na Categoria Específica): documento emitido pela ANAC que comprova que o operador está autorizado a realizar operações na categoria específica, após cumprir requisitos técnicos e de segurança.
Cenário Padrão: modelos de operação definidos previamente pela ANAC para tipos de missões com riscos já conhecidos e controláveis. Esses cenários simplificam o processo de aprovação, permitindo que operadores sigam procedimentos pré-estabelecidos sem precisar passar por todo o processo de análise de risco.
Distância de planeio e autorrotacional: conceitos usados para definir a capacidade da aeronave de alcançar um local seguro em caso de falha. A distância de planeio se aplica a drones de asa fixa (sem propulsão), e a de autorrotacional, a drones de asas rotativas (como multirotores), em queda controlada.
Papel do operador e do piloto remoto: o regulamento diferencia claramente os dois papéis. O operador (empresa ou pessoa responsável pela missão) passa a ter responsabilidade formal sobre a operação, incluindo a escolha do equipamento e da equipe. Já o piloto remoto é quem comanda diretamente o drone e responde pela condução segura do voo.
3. Inclusão e flexibilidade
Drones recreativos e de até 250 gramas deixam de ser tratados pelo RBAC e passarão a ser regulados por uma resolução específica — uma boa notícia para entusiastas e para uso educacional.
Menores de idade poderão operar drones, desde que supervisionados por um piloto maior de 18 anos, o que abre novas possibilidades para ensino e pesquisa.
Voos internacionais com drones exigirão proficiência em inglês. Essa exigência se aplica a operações transfronteiriças que envolvam comunicação com controle de tráfego aéreo internacional, conforme padrões da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).
4. Avaliação de risco mais proporcional
Um dos avanços mais relevantes é o uso da metodologia SORA (Specific Operations Risk Assessment), que permite ajustar os requisitos de segurança ao risco real de cada operação. Em operações afastadas de áreas povoadas, por exemplo, a exigência de uma análise formal de risco pode ser dispensada — tornando o processo mais eficiente e menos burocrático.
5. Impactos diretos para fabricantes e desenvolvedores
Para fabricantes, o RBAC nº 100 reforça a necessidade de certificação do projeto em operações de maior risco. Serão exigidos documentos técnicos como manual de voo, manual de manutenção, análise de segurança e, eventualmente, ensaios em solo ou em voo, conforme o tipo de missão. Isso favorece o desenvolvimento de drones mais seguros e alinhados com as melhores práticas internacionais.
Conclusão
O RBAC nº 100 representa um avanço essencial para a consolidação da aviação não tripulada no Brasil. Ao trazer uma abordagem mais flexível, proporcional ao risco e alinhada com os padrões internacionais, ele facilita o crescimento sustentável do setor e garante mais segurança para operadores, desenvolvedores e para a sociedade.
A Brazil Flying Labs apoia esse movimento rumo a uma regulamentação moderna, clara e que reconhece o papel estratégico dos drones para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do país.