No último sábado, a Escola de Administração Pública Municipal (Esap), no Adamastor, foi palco de um momento inesquecível: a cerimônia de formatura da primeira turma do curso Python com Drones em Guarulhos. O evento reuniu estudantes, familiares, professores, representantes da Prefeitura de Guarulhos e todas as entidades parceiras que tornaram este projeto possível, celebrando juntos a conquista desses jovens que concluíram a jornada de três meses de aprendizado em programação e tecnologias para drones.
Estiveram presentes autoridades municipais e representantes das Secretarias de Gestão, Desenvolvimento e Assistência Social, da Subsecretaria da Juventude e da Brazil Flying Labs, que, em conjunto, idealizaram e conduziram esta iniciativa pioneira.
Para a Brazil Flying Labs, foi uma honra imensa participar desta parceria com a Prefeitura de Guarulhos e contribuir para que jovens da rede pública tenham acesso a uma educação inovadora, conectada às demandas tecnológicas do futuro. Mais do que aprender Python e explorar o universo dos drones, esses estudantes vivenciaram oportunidades que podem abrir novos caminhos acadêmicos e profissionais.
O evento foi marcado por emoção, reconhecimento e pela certeza de que este é apenas o começo de uma transformação maior. Estamos orgulhosos por cada aluno que concluiu esta etapa e ansiosos para os próximos passos, com novas turmas e ainda mais oportunidades para os jovens de Guarulhos.
Hoje foi um dia de inspiração, conexões e novas possibilidades para os alunos do curso Python com Drones, promovido pela Brazil Flying Labs. Estudantes de Jundiaí, Cajamar e Guarulhos participaram de uma visita técnica à UFABC, explorando de perto os caminhos que a ciência, a tecnologia e o ensino superior podem oferecer.
A atividade foi conduzida pelo professor Diego Ferruzzo, da área aeroespacial da UFABC, que atua com foco em tecnologias de controle de voo e drones — criando uma conexão direta com os aprendizados do curso e ampliando a visão dos alunos sobre o potencial dessas tecnologias em aplicações reais e acadêmicas.
Na programação, os destaques incluíram:
Visita ao Laboratório de Dinâmica de Gases e Combustão
Tour pelo Laboratório de Manufatura
Encontro com a Entidade Estudantil Harpia – projetos com drones
Demonstração de drones
Palestra sobre os cursos da UFABC e formas de ingresso
Como parte da experiência, os alunos também receberam livros científicos, ampliando ainda mais o alcance da visita. Esses materiais servirão como ferramentas de estudo e inspiração, permitindo que eles aprofundem os conceitos discutidos e explorem novas ideias, fortalecendo o vínculo entre o que aprenderam no curso e as possibilidades que a ciência oferece.
Além da estrutura e dos conteúdos técnicos, a visita teve como missão central mostrar aos jovens que a universidade pública é uma porta de entrada real e gratuita para o futuro, onde conhecimento e oportunidade caminham juntos. Queremos que cada aluno se veja nesse espaço, como parte da próxima geração de inovadores, engenheiros e cientistas.
Um agradecimento especial aos estudantes da Brazil Flying Labs UFABC, entidade estudantil que contribuiu com entusiasmo e dedicação na organização da visita, além de todos os demais alunos e colaboradores que tornaram esse dia possível. Vocês foram essenciais!
Entre os dias 15 e 17 de julho de 2025, a cidade de Piracicaba (SP) sediou um evento técnico voltado à capacitação no uso do drone WingtraOne Gen II, promovido pela AgroData. Com atividades realizadas no Auditório do Sicoob Cocre e na sede da EsalqTec / John Deere, o evento reuniu profissionais de empresas, universidades e instituições públicas para explorar as aplicações práticas e os avanços da tecnologia VTOL (Vertical Take-Off and Landing) no mapeamento aéreo de precisão.
A Brazil Flying Labs esteve presente com a participação de Marcelo Camargo, Diretor de Engenharia da rede, e Juliana Bebert, Especialista em Educação STEM e professora da UFABC. A presença da equipe reforça o compromisso da rede com o uso ético e estratégico de tecnologias emergentes, especialmente drones, para gerar impacto positivo na sociedade por meio da educação, capacitação e desenvolvimento local.
Por que a Brazil Flying Labs foi convidada?
A Brazil Flying Labs tem se destacado nacional e internacionalmente por integrar drones e inteligência artificial em projetos com foco social, ambiental e educacional. A participação no evento teve como objetivos:
Avaliar a aplicabilidade do WingtraOne Gen II em projetos de mapeamento ambiental, urbano e agrícola, com foco em eficiência e precisão.
Incorporar essa tecnologia a programas educacionais voltados à formação técnica de jovens e à capacitação de profissionais em comunidades com menor acesso a recursos tecnológicos.
Estabelecer conexões estratégicas com empresas e órgãos públicos que compartilham a visão de tecnologia a serviço do bem comum.
Contribuir com experiências reais em campo sobre o uso de drones em diferentes regiões do Brasil.
Promover a diversidade e inclusão no acesso a tecnologias emergentes, ampliando oportunidades para grupos historicamente sub-representados.
AgroData: soluções tecnológicas para grandes desafios
Fundada por Gustavo Fedrizzi da Silva, a AgroData é representante oficial da Wingtra, empresa suíça referência em drones VTOL, e atua como destaque nacional em soluções geotecnológicas de alta precisão. Com presença em todo o território brasileiro, atende grandes mineradoras, empresas de infraestrutura e energia, além de instituições públicas e órgãos de governo que buscam eficiência e inovação em mapeamentos técnicos.
A empresa oferece consultorias técnicas, capacitações presenciais e soluções completas em drones, sensores GNSS e softwares de processamento. Sua atuação com o WingtraOne Gen II é um exemplo claro de como a tecnologia de ponta pode ser aplicada com excelência em campo, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade dos dados obtidos.
O evento: três dias de conteúdo técnico e prática em campo
O cronograma foi dividido em três dias com foco progressivo:
📍 15 de julho – Auditório Sicoob Cocre
O primeiro dia foi dedicado à teoria: apresentação da empresa organizadora, introdução ao portfólio Wingtra e seus softwares, além de orientações sobre regulamentação de voos (SARPAS) e boas práticas operacionais com o WingtraOne Gen II.
📍 16 de julho – EsalqTec / John Deere
No segundo dia, os participantes acompanharam uma demonstração de voo do drone e realizaram práticas orientadas com o equipamento. Também participaram do carregamento das baterias, montagem e execução dos planos de voo junto à equipe técnica da AgroData e do Time AGRODATA.
📍 17 de julho – Auditório Sicoob Cocre
Encerrando o evento, o último dia focou em análise e processamento de dados, com destaque para o uso do software Lidar360, interpretação dos dados gerados, análise de legislações, e discussão sobre parcerias e oportunidades de aplicação.
Os diferenciais do WingtraOne Gen II
Decolagem e pouso vertical (VTOL): possibilita operação em locais com espaço limitado ou terrenos acidentados.
Precisão de até 8 milímetros com tecnologia GNSS PPK, sem necessidade de pontos de controle (GCPs).
Autonomia de até 59 minutos, com capacidade para mapear até 460 hectares por voo.
Sensores avançados: RGB de 61 MP, sensores multiespectrais MicaSense e LiDAR com 330 pts/m².
Resistência ao vento de até 12 m/s, garantindo estabilidade e confiabilidade mesmo em condições adversas.
Integração completa com fluxos GIS e CAD, via ecossistema WingtraCloud, otimizando do planejamento ao processamento.
Interface intuitiva e fácil de operar, com planejamento de voo em poucos cliques e curva de aprendizado rápida.
Tecnologia a serviço do impacto positivo
Para a Brazil Flying Labs, participar de eventos como este reforça sua missão de promover o uso ético, acessível e responsável da tecnologia para resolver desafios sociais e ambientais. Ao conectar conhecimento técnico com ação territorial, a rede contribui diretamente para o fortalecimento de capacidades locais, o desenvolvimento de competências digitais e a criação de oportunidades em comunidades historicamente excluídas da inovação.
No dia 10/07/2025, o jornal da cidade de Guarulhos trouxe uma notícia empolgante que destaca o trabalho da Brazil Flying Labs: a Prefeitura de Guarulhos, em parceria com as Secretarias de Gestão, Desenvolvimento e Assistência Social, a subsecretaria da Juventude e a Brazil Flying Labs, promoveu a primeira edição de um curso gratuito de Python com Drones para estudantes do ensino médio de escolas públicas. Desde maio, esses jovens têm se dedicado a uma jornada inovadora na Escola de Administração Pública Municipal (Esap), no Adamastor, com aulas ministradas por professores da Brazil Flying Labs e alunos da Universidade Federal do ABC (UFABC), onde a Brazil Flying Labs foi estabelecida e é coordenada.
O curso, que se estende por três meses, foca no aprendizado da linguagem Python para programar drones, incluindo conceitos introdutórios e a programação de voos autônomos com uso de sensores para coleta de dados, demonstrando aplicações tecnológicas práticas. Com o objetivo de estimular o interesse por ciência e inovação, promover o trabalho em equipe e reduzir desigualdades de acesso à educação tecnológica, a iniciativa também cria pontes para o mercado de trabalho, oferecendo certificados de conclusão e abrindo portas para novas oportunidades.
Este projeto-piloto, inédito em Guarulhos, reflete o compromisso da Brazil Flying Labs e seus parceiros com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente educação de qualidade, inclusão digital e redução de desigualdades.
Estamos orgulhosos de fazer parte dessa transformação e ansiosos para ver os próximos passos, com novas turmas planejadas para os semestres vindouros.
Saiba mais sobre essa iniciativa acessando os artigos que saíram nos jornais de Guarulhos:
A ANAC está prestes a implementar uma transformação significativa na regulamentação da aviação não tripulada. O RBAC nº 100, atualmente em consulta pública, propõe substituir o RBAC-E nº 94, que está em vigor desde 2017. Essa mudança reflete a maturidade crescente do setor de drones no Brasil e busca acompanhar os avanços tecnológicos, operacionais e regulatórios dos últimos anos.
Por que mudar?
O RBAC-E nº 94 nasceu como um regulamento temporário, pensado para um setor ainda em desenvolvimento. Com o crescimento da indústria de drones — especialmente em aplicações como mapeamento, entregas, segurança e agricultura — tornou-se necessário um regulamento mais robusto, permanente e adaptado à diversidade de operações.
O que muda na prática?
1. De “classe” para categoria operacional
O novo regulamento deixa de focar exclusivamente no peso da aeronave e passa a classificar as operações com base no nível de risco, dividindo-as em três categorias:
Aberta: para operações de menor risco, com drones de até 25 kg, voando até 120 metros do solo, com visada direta ou com observadores, em áreas afastadas de pessoas.
Específica: para operações com risco intermediário, que exigem uma avaliação de risco operacional, podendo incluir voos além da linha de visada (BVLOS).
Certificada: para atividades de alto risco, como transporte de cargas perigosas ou operações que não podem ser mitigadas apenas com análise de risco. Essas operações exigem certificação formal do drone e do operador.
2. Conceitos novos que você precisa conhecer
O RBAC nº 100 traz definições importantes para aumentar a clareza e facilitar a regulamentação:
COE (Cadastro de Operador na Categoria Específica): documento emitido pela ANAC que comprova que o operador está autorizado a realizar operações na categoria específica, após cumprir requisitos técnicos e de segurança.
Cenário Padrão: modelos de operação definidos previamente pela ANAC para tipos de missões com riscos já conhecidos e controláveis. Esses cenários simplificam o processo de aprovação, permitindo que operadores sigam procedimentos pré-estabelecidos sem precisar passar por todo o processo de análise de risco.
Distância de planeio e autorrotacional: conceitos usados para definir a capacidade da aeronave de alcançar um local seguro em caso de falha. A distância de planeio se aplica a drones de asa fixa (sem propulsão), e a de autorrotacional, a drones de asas rotativas (como multirotores), em queda controlada.
Papel do operador e do piloto remoto: o regulamento diferencia claramente os dois papéis. O operador (empresa ou pessoa responsável pela missão) passa a ter responsabilidade formal sobre a operação, incluindo a escolha do equipamento e da equipe. Já o piloto remoto é quem comanda diretamente o drone e responde pela condução segura do voo.
3. Inclusão e flexibilidade
Drones recreativos e de até 250 gramas deixam de ser tratados pelo RBAC e passarão a ser regulados por uma resolução específica — uma boa notícia para entusiastas e para uso educacional.
Menores de idade poderão operar drones, desde que supervisionados por um piloto maior de 18 anos, o que abre novas possibilidades para ensino e pesquisa.
Voos internacionais com drones exigirão proficiência em inglês. Essa exigência se aplica a operações transfronteiriças que envolvam comunicação com controle de tráfego aéreo internacional, conforme padrões da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).
4. Avaliação de risco mais proporcional
Um dos avanços mais relevantes é o uso da metodologia SORA (Specific Operations Risk Assessment), que permite ajustar os requisitos de segurança ao risco real de cada operação. Em operações afastadas de áreas povoadas, por exemplo, a exigência de uma análise formal de risco pode ser dispensada — tornando o processo mais eficiente e menos burocrático.
5. Impactos diretos para fabricantes e desenvolvedores
Para fabricantes, o RBAC nº 100 reforça a necessidade de certificação do projeto em operações de maior risco. Serão exigidos documentos técnicos como manual de voo, manual de manutenção, análise de segurança e, eventualmente, ensaios em solo ou em voo, conforme o tipo de missão. Isso favorece o desenvolvimento de drones mais seguros e alinhados com as melhores práticas internacionais.
Conclusão
O RBAC nº 100 representa um avanço essencial para a consolidação da aviação não tripulada no Brasil. Ao trazer uma abordagem mais flexível, proporcional ao risco e alinhada com os padrões internacionais, ele facilita o crescimento sustentável do setor e garante mais segurança para operadores, desenvolvedores e para a sociedade.
A Brazil Flying Labs apoia esse movimento rumo a uma regulamentação moderna, clara e que reconhece o papel estratégico dos drones para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do país.
A cidade de Jundiaí sedia, pela quinta vez, o curso gratuito de Programação em Python com Drones, uma iniciativa inovadora que une educação, tecnologia e inclusão social. Com participação de 18 estudantes do ensino médio, sendo 9 de Jundiaí e 9 de Cajamar, o curso tem como objetivo democratizar o acesso à ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) e despertar o interesse dos jovens por carreiras na área de tecnologia.
A formação, que ocorre ao longo de 11 encontros presenciais semanais de 4 horas cada, é composta por aulas práticas, vídeos tutoriais de reforço disponíveis no YouTube, tarefas semanais e um projeto final em grupo. No encerramento, os alunos devem desenvolver uma “missão de voo para um minidrone utilizando Python”, aplicando na prática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso.
O conteúdo programático aborda desde os conceitos básicos da linguagem Python até a automação de voos e o uso de sensores para coleta e análise de dados, com aplicações reais em drones. Não é necessário ter conhecimento prévio, apenas curiosidade e interesse por inovação.
Além de promover o domínio de uma linguagem de programação amplamente utilizada no mercado, o curso também busca reduzir desigualdades sociais, estimular a colaboração entre jovens de diferentes cidades e fomentar o networking entre os participantes.
Além de promover o acesso à tecnologia, o curso também tem como meta ampliar a participação feminina nas áreas de ciência e inovação. Em parceria com o projeto EducaMin@UFABC, parte integrante do nosso material pedagógico, incentivamos o protagonismo de meninas e mulheres na programação e no uso de drones. Temos orgulho em anunciar que esta é a primeira turma com maioria feminina desde o início do programa, refletindo nosso compromisso com a equidade de gênero e o fortalecimento de novas lideranças femininas no campo da tecnologia.
A realização do curso é fruto de uma colaboração entre a Brazil Flying Labs, a Prefeitura de Jundiaí, a Prefeitura de Cajamar e a empresa Iron Mountain, cada uma contribuindo com recursos fundamentais para o sucesso do projeto:
Brazil Flying Labs fornece o material didático digital, drones para uso prático, a plataforma de ensino (Moodle) e instrutores especializados na operação de drones.
A Prefeitura de Jundiaí, através da EGP (Escola de Gestão Pública), disponibiliza o espaço físico, internet, e a infraestrutura para os alunos.
A Prefeitura de Jundiaí, por meio da UGADS, e a Prefeitura de Cajamar, via CREAS, identificam os jovens que mais precisam de apoio para participar do curso, além de oferecer transporte e coffee break.
A Iron Mountain contribui com mochilas, cadernos, canetas e computadores com sistema Linux (emprestados durante o curso), além de oferecer o instrutor de programação Python, Marcelo Camargo, que também é Diretor de Engenharia na empresa.
O curso é parte do programa global de impacto social da Iron Mountain, chamado Moving Mountains, que apoia e financia projetos educativos e de inclusão ao redor do mundo.
Dois dos alunos mais bem avaliados ao final da formação receberão notebooks novos como prêmio, e a expectativa é que possam ser inseridos no mercado de trabalho, inclusive com possíveis oportunidades dentro da própria empresa.
Um exemplo inspirador é o de Wellington Frankin, ex-aluno da primeira edição do curso, que hoje atua como desenvolvedor de software na Iron Mountain e participa da nova edição como monitor.
O curso reforça o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, promovendo educação de qualidade, equidade de oportunidades e inclusão digital, com impacto direto nas comunidades participantes.
Veja detalhes em artigo no jornal da cidade de Jundiaí:
No início de uma nova fase para a comunidade acadêmica da UFABC, aconteceu a primeira reunião oficial da entidade estudantil Brazil Flying Labs – UFABC, capítulo universitário vinculado à rede internacional Flying Labs. A iniciativa marca um passo importante para conectar estudantes da universidade a projetos de tecnologia com impacto social e ambiental.
Durante o encontro, foram apresentados os membros fundadores da entidade, que compartilharam suas motivações para integrar o projeto e suas áreas de interesse. A reunião também contou com uma introdução ao trabalho da ONG Brazil Flying Labs, que atua em diversas frentes no Brasil utilizando drones, inteligência artificial e ciência de dados para enfrentar desafios reais em comunidades, meio ambiente e educação.
Entre os tópicos discutidos, destacaram-se os projetos em andamento, como o ESP Drone, um projeto experimental que visa desenvolver capacidades autônomas e de sensoriamento embarcado em aeronaves de pequeno porte. Também foi abordada a participação em iniciativas de educação tecnológica, como os STEM Projects, que incentivam o aprendizado em ciência, tecnologia, engenharia e matemática de forma prática e colaborativa.
A reunião também detalhou o andamento de cursos e atividades recentes promovidos em parceria com a ONG:
Curso de Python com Drones em Guarulhos, incluindo atividades práticas com drones e uma visita técnica ao campus da UFABC;
Curso de Python com Drones em Jundiaí, voltado à formação básica em programação de Drones com Python;
Projeto de avaliação de danos por incêndio florestal com uso de drones, como parte da colaboração com a iniciativa Boone Voyage, apoiada pela Lenovo.
Outros destaques foram:
A missão de mapeamento aéreo na Floresta Estadual da Serra D’Água, em Campinas, desenvolvida para apoiar a Fundação Florestal de São Paulo;
O curso MapeiaLab, voltado à formação em tecnologias geoespaciais;
A colaboração com o CAA Hub e os BAST – Brazilian Aviation Safety Teams, representados na reunião por Fernanda, que destacou a importância da segurança operacional no uso de drones.
Além dos projetos, também foram apresentados o site oficial da ONG (brazilflyinglabs.org.br) e o novo blog, onde serão divulgadas as ações do grupo, aprendizados e oportunidades de participação para a comunidade acadêmica e externa.
Por fim, foi definido que as reuniões da entidade ocorrerão com frequência quinzenal, com possibilidade de encontros extraordinários conforme a necessidade dos projetos. A próxima reunião já está sendo organizada, e todos os estudantes interessados em participar são bem-vindos!
Essa reunião marcou não só o início das atividades da entidade na UFABC, mas também o fortalecimento de uma rede que conecta conhecimento, tecnologia e propósito. O futuro já está em voo — e ele passa por aqui.
De 3 a 5 de junho de 2025, a Brazil Flying Labs marcou presença no DroneShow Robotics, o maior evento da América Latina voltado para drones, robótica e sistemas autônomos. Realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, o evento reuniu mais de 150 expositores e milhares de profissionais em uma programação intensa de palestras, workshops, rodadas de negócios e demonstrações práticas.
Nosso principal objetivo foi fortalecer conexões estratégicas, acompanhar de perto as inovações do setor e, especialmente, participar ativamente das discussões sobre o futuro regulatório dos drones no Brasil. Um dos momentos mais relevantes foi o anúncio, pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), da abertura da consulta pública da minuta do novo RBAC nº 100, que substituirá o RBAC-E nº 94 (em vigor desde 2017). A proposta representa um avanço importante, ao adotar uma abordagem baseada em risco (SORA), regulação por desempenho, novas categorias operacionais e regras específicas para aeronaves com menos de 250 gramas.
A equipe da Brazil Flying Labs esteve presente nas sessões promovidas pela ANAC, participando dos debates e contribuindo com questionamentos técnicos. Também acompanhamos com atenção as palestras do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), que apresentou a futura estrutura do espaço aéreo nacional com foco na integração de drones e eVTOLs — um passo essencial rumo a um ambiente aéreo mais mais seguro, eficiente e interoperável.
Durante o evento, os diretores da Brazil Flying Labs, Marcelo Camargo e Diego Ferruzzo, representaram a organização em diversas frentes, participando de reuniões estratégicas, dialogando com reguladores e parceiros e fortalecendo a presença institucional da rede no cenário nacional. Sua atuação reforça o compromisso da Brazil Flying Labs com a construção colaborativa de soluções tecnológicas voltadas para o bem social.
Nosso engajamento reforça o compromisso com a segurança operacional, inovação e o fortalecimento do ecossistema nacional de drones. Convidamos toda a nossa comunidade a participar da consulta pública aberta até 18 de julho de 2025, uma oportunidade valiosa para contribuir com uma regulação mais moderna, inclusiva e alinhada às necessidades do setor.
Além do eixo regulatório, o evento destacou o dinamismo da indústria. A Xmobots realizou demonstrações ao vivo dos drones Nauru 500C ISR e Nauru 100D, enquanto a Agrosure apresentou soluções de pulverização e modelos de parceria. Já o Magic Drone Show encantou o público com drones coreografados, revelando o potencial criativo e comercial dessa tecnologia.
Durante os três dias, interagimos com representantes de setores diversos — agricultura, construção civil, energia, segurança, logística, meio ambiente — e com startups, universidades e centros de pesquisa. Entre eles, destacamos a participação de estudantes da UFABC, que vêm se aproximando do mercado com grande interesse e competência. Os alunos Rodrigo Paladini, Mateus dos Santos Correia e Ricardo Sandro Siqueira Lobato Sobrinho, orientados por Diego, integraram nossa equipe no evento, contribuindo com entusiasmo e demonstrando potencial para atuação futura no setor.
Também destacamos a participação de Fernanda Siniscalchi, coordenadora do CAA Hubda Brazil Flying Labs, que trouxe ao palco discussões relevantes sobre a aceitação pública dos drones e eVTOLs. Em sua fala, enfatizou a importância da educação como ferramenta fundamental para preparar os jovens que serão futuros desenvolvedores, operadores e usuários dessas tecnologias emergentes.
Participar do DroneShow 2025 foi mais do que estar presente em um grande evento: foi consolidar a Brazil Flying Labs como uma referência técnica e estratégica no uso de tecnologias emergentes para impacto positivo. Voltamos inspirados, com novos aprendizados, parcerias promissoras e a certeza de que estamos no caminho certo rumo a um setor de drones mais ético, inclusivo e eficiente.
Acompanhe o CAA Hub para acessar os conteúdos que surgiram a partir dessa jornada. Juntos, seguimos promovendo inovação com propósito.
É com grande entusiasmo que anunciamos o lançamento oficial do Blog da Brazil Flying Labs — um novo espaço dedicado à troca de conhecimento, experiências e inovações no uso responsável de tecnologias emergentes como drones, inteligência artificial e dados geoespaciais, com foco no impacto social e ambiental positivo.
Por que criamos este blog?
Como parte da rede global da WeRobotics, e atuando diretamente com comunidades, instituições e projetos por todo o Brasil, sentimos a necessidade de um canal onde pudéssemos:
Compartilhar boas práticas e aprendizados dos nossos projetos de campo;
Divulgar artigos, análises e tutoriais sobre uso de drones, mapeamento e ferramentas digitais;
Abrir espaço para histórias reais, com a voz de quem está na linha de frente da transformação digital nas comunidades;
Atualizar sobre eventos, cursos, parcerias e oportunidades na área de tecnologia para o bem.
O que você vai encontrar por aqui?
Relatos de missão e bastidores de operações com drones em áreas como meio ambiente, saúde, agricultura e emergência;
Guias práticos sobre softwares e hardware (como Pix4D, Agisoft, QGIS, DJI, entre outros);
Reflexões sobre ética, inclusão e diversidade na tecnologia;
Novidades da rede global Flying Labs e seus impactos ao redor do mundo.
Participe com a gente!
Queremos que este blog seja uma plataforma colaborativa. Se você é parceiro, membro de comunidade, pesquisador ou entusiasta e quer compartilhar um conteúdo conosco, entre em contato! Sua experiência pode inspirar outros a fazer a diferença com tecnologia.
A cidade de Guarulhos recebe a primeira edição do inovador Curso de Programação em Python com Drones, fruto de uma parceria entre a Brazil Flying Labs e a Prefeitura de Guarulhos. Voltado para jovens do ensino médio da rede pública, o curso gratuito reúne 8 alunos selecionados com o objetivo de capacitá-los em STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, com foco especial em tecnologia aplicada a drones.
A formação combina teoria e prática em um formato dinâmico, com 11 encontros presenciais semanais de 4 horas cada, além de tarefas semanais, vídeos de apoio no YouTube e um projeto final em grupo. Na última etapa do curso, os estudantes desenvolvem uma “missão de voo para um minidrone utilizando Python”, aplicando os conhecimentos adquiridos de forma colaborativa e criativa.
O conteúdo abrange desde os conceitos introdutórios da linguagem Python até a programação de voos autônomos e o uso de sensores para coleta de dados, demonstrando como a programação pode ser aplicada em soluções tecnológicas concretas. O curso é voltado a iniciantes e não exige experiência prévia.
Além do desenvolvimento técnico, o projeto também busca estimular o interesse em ciência e inovação, reduzir desigualdades de acesso à educação tecnológica e fomentar o trabalho em equipe e o networking entre os alunos.
Nesta edição, cada instituição contribui com recursos essenciais:
A Prefeitura de Guarulhos disponibiliza o laboratório com computadores, internet e infraestrutura para a realização das aulas presenciais.
A Brazil Flying Labs fornece material didático digital, drones para as atividades práticas e quatroinstrutores especializados em Python e operação de drones.
Ao final do curso, os participantes receberão certificados de conclusão e poderão apresentar seus projetos desenvolvidos em grupo. A formação também busca criar pontes com o mercado de trabalho, promovendo oportunidades futuras para os jovens talentos formados.
A experiência reforça o compromisso conjunto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial os que tratam de educação de qualidade, inclusão digital e redução das desigualdades.
A iniciativa é mais uma ação concreta da Brazil Flying Labs para ampliar o acesso ao conhecimento em ciência e tecnologia, contribuindo para o empoderamento de jovens e o fortalecimento das comunidades onde atua.